Perder a ligação nem sempre deve significar perder o trabalho. O funcionamento sem ligação pode ajudar uma pessoa a concluir uma tarefa numa rede pouco fiável ou a manter registos no seu dispositivo quando isso corresponde ao propósito do produto.
Comece pela tarefa que tem de continuar
«Funciona sem ligação» é demasiado amplo para ser um requisito útil. Identifique as ações concretas que devem continuar disponíveis: iniciar um registo, editar uma nota, consultar um horário guardado ou exportar informação. Decida o que pode esperar até a ligação voltar.
A interface deve tornar esses limites compreensíveis. A pessoa precisa de saber se uma ação foi guardada localmente, enviada para outro sistema ou se ainda exige atenção. Evite obrigá-la a adivinhar a partir de um indicador de carregamento.
Decida onde devem estar os dados
O armazenamento local muda as questões de titularidade e recuperação. Existe cópia de segurança? O que acontece quando se perde ou substitui um dispositivo? A pessoa pode exportar os dados num formato utilizável noutro local? Que cópias permanecem depois de remover a aplicação?
Estas decisões devem corresponder ao comportamento real do produto e ao seu aviso de privacidade. «Sem ligação» não significa automaticamente que todas as funções evitem a rede. Mapas externos, geocodificação, mensagens de suporte ou exportações escolhidas pelo utilizador podem criar fluxos de dados separados.
Planeie o que acontece após um conflito
Se os registos forem depois sincronizados com um servidor, dois dispositivos podem ter editado a mesma informação. O produto precisa de uma regra para decidir que versão é aceite e de uma forma clara de recuperar de um resultado inesperado.
Duplicados, atrasos e transferências interrompidas também merecem atenção. Um toque repetido não deve criar silenciosamente ações financeiras ou operacionais repetidas. A solução exata depende do modelo de dados do produto e dos sistemas envolvidos.
Explique as opções de permissões
Uma função de localização deve servir uma ação concreta e comportar-se de forma previsível quando a permissão é recusada. Uma notificação deve ajudar a pessoa a compreender uma atividade em curso. Os utilizadores devem perceber o que uma escolha altera sem terem de conhecer os detalhes internos do Android.
Inclua no design o percurso com permissão recusada. Se uma ação continuar a ser possível manualmente, torne esse caminho fácil de encontrar. Se a função não puder funcionar, explique a limitação no momento relevante.
Verifique as transições
Verifique mais do que o arranque com a rede desligada. Reveja a tarefa quando a ligação desaparece a meio de uma ação, regressa após um atraso ou muda enquanto a aplicação já não está visível. Considere reinícios da aplicação, exportações interrompidas e a correção de um registo anterior.
As verificações devem seguir o percurso essencial e os seus riscos. Uma compilação bem-sucedida é uma evidência útil sobre a compilação; o comportamento no dispositivo precisa das suas próprias evidências.